Entenda como funcionam os aparelhos ortodônticos

Por Nova DFL em quarta-feira, 10 abr 2013

Para endireitar os dentes não tem muito jeito, aparelho fixo neles. Apesar de a tecnologia trazer opções mais discretas e quase invisíveis, os modelos tradicionais ainda são mais acessíveis e procurados pela maioria das pessoas. Mas como será que os braquetes e fios funcionam? O cirurgião-dentista George Bueno, especialista em ortodontia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro explica o funcionamento dos aparelhos ortodônticos e a reação do organismo para que tudo fique no seu devido lugar.

O tratamento ortodôntico pode ser realizado em praticamente qualquer idade e para isso são usados aparelhos fixos ou removíveis, dependendo da indicação para cada caso. Os fixos são mais eficientes e indicados para corrigir problemas dentários mais complexos, pois funcionam 24 horas por dia, além de depender menos da colaboração do paciente. Já os móveis são usados para tratamentos em pacientes em fase de crescimento ou para tratamentos simples em jovens e adultos. “Possui a vantagem de poder ser removido para atividades sociais, para alimentação e para higiene bucal”, diz Bueno.

Por que dói?
Em ambos os casos, os aparelhos utilizam a força mecânica para promover a movimentação dentária. “Utilizamos fios metálicos para que esta pressão seja feita”, explica. Todos os tecidos relacionados com os dentes do paciente participam e estão relacionados biologicamente com a movimentação provocada pelo aparelho.

É inclusive essa movimentação que causa a dor incômoda que a maioria dos pacientes sente alguns dias após apertar o aparelho. “O processo biológico durante a movimentação dentária produz certos mediadores inflamatórios responsáveis por esta sensação dolorosa”, afirma o especialista.

Benefícios
E apesar dos incômodos de um tratamento ortodôntico, os benefícios sempre são maiores. Isso porque dentes mal posicionados podem facilitar o aparecimento de cáries, doenças gengivais, perda de osso ao redor dos dentes, alterações da fala e problemas funcionais. “Dentes protruídos (dentes para frente) são mais sujeitos a traumas e fraturas, além de os dentes desalinhados poderem prejudicar a autoestima do indivíduo”, destaca Bueno.

Quando acaba?
Assim como a pele se modifica através dos anos, normalmente aparecendo algumas rugas com o avançar da idade, podem também, consequentemente, ocorrer alterações nas posições dentárias. Por isso, após a correção dos dentes mal posicionados, é necessária a contenção da posição dos dentes por um determinado tempo. Isto é feito também para que os tecidos ósseo e gengival se adaptem às mudanças na posição dos dentes.

A contenção pode ser feita com aparelhos removíveis ou fixos (os fixos são colados na face dos dentes que fica em contato com a língua). “Nos casos onde são indicados aparelhos removíveis para contenção do tratamento ortodôntico é fundamental a colaboração do paciente para a estabilidade do resultado alcançado”, diz.

Tudo pode influenciar
A posição da língua, dormir de boca aberta ou com o braço embaixo do travesseiro também pode influenciar na posição dos dentes. Por isso, uma consulta, geralmente aos 5 ou 6 anos de idade, permite ao ortodontista diagnosticar e planejar qual a melhor época para a intervenção nos pacientes que precisarem de tratamento, bem como para encaminhar o pacientes para outros profissionais fundamentais no tratamento de desordens associadas com o aparecimento de maloclusões como o fonoaudiólogo, o otorrinolaringologista, entre outros. “A maioria das maloclusões (problemas de má posição dentária) é mais facilmente tratada durante a fase de crescimento da criança”, afirma George Bueno.

 

Fonte: Terra Saúde